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Desenvolvedores “top talent” — sua empresa e todo mundo quer ter no time.

Atualizado: 25 de mar. de 2023


Eu tenho lido, ouvido e acompanhado textos de pessoas que trabalham como recrutadores de profissionais de Tecnologia e/ou contratantes e fico sempre na expectativa de que alguém me salve dos clichês: “temos que ter os melhores desenvolvedores…queremos atrair os melhores talentos”, etc.


Fico curiosa pensando no que esses empregadores estão investindo para ter este talento valioso em seus times.


Primeiro, por todas as empresas pelas quais passei ficava intrigada com as soluções que a gente geralmente dá pra tentar resolver o problema: contratantes, no meio daquele mar de indecisões, reservam inúmeras discussões com BP’s, gastam fortunas com estande nos eventos de recrutamento, feira de carreiras, contratam tech recruiters mais experientes, substituem os menos experientes — como se isso fosse resolver o problema de metas batidas no mês — pedem conselhos, contratam a melhor consultoria de estratégia do mercado, substituem e /ou contratam um sistema de gestão de candidatos (ATS)…e no final das contas acabamos pedindo ajuda das consultorias especializadas em recrutamento de tecnologia (ou as não especializadas, o que piora o cenário).


E a dor? A dor continua por aqui. O “top talent” pode estar no meio daqueles infinitos e-mails com currículos, pode estar na base de dados inexplorada do sistema de gestão de candidatos, palestrando em um evento super pequeno de nicho do seu bairro, pode também fazer parte dos pensamentos de alguém que teria um bom amigo a recomendar e vou além: pode não ter um perfil no Linkedin, nem no Face, nem no Insta! O seu top talent pode estar em qualquer lugar.


Segundo, me pergunto: será que esse top talent vem pra sua empresa? Se mal conseguimos administrar as nossas conversas. Se um chatbot mal consegue sobreviver no camarim do time de talent acquisition.


O que você, empregador está fazendo para que a sua casa fique limpa, perfumada, ajustada, gostosa, confortável e atrativa para que você mesmo ou uma consultoria de hunting consiga convencer, encantar, engajar e cativar o desenvolvedor dos seus sonhos?


Aquele que você e todo mundo quer. Aquele que está envolvido em alguma stack de tecnologia interessante em uma empresa ou como freela ou empreendendo, mas você não é capaz de proporcionar a ele a mesma liberdade. Aquele que está se casando no momento , acabou de começar em uma empresa diferente e diz que amou a sua proposta. Mas, alguma coisa não o manteve engajado. Você, empresa, deixou de observá-lo por algum motivo.


Geladeiras cheias de cerveja, mesas de ping pong, frutinhas, café da manhã, “work from home”, viagens. Você já perguntou ao seu (sua) top talent developer o que ele come no café da manhã?

Aliás, você sabe onde essa pessoa está agora?

Aliás II: sua empresa é uma “top empresa” para que o “top talent”, no mínimo, te dê o resultado que você precisa para que o seu negócio cresça exponencialmente?

Lei da atração básica: seja aquilo que você quer atrair. A questão toda é: o que você quer atrair, ou quem? Pra quem? Pra quê?

Por quê?

Você sabe como vivem pessoas que desenvolvem softwares? Alguém já tentou não vender uma vaga para um deles?

Desafiador, mas não impossível. Ouço contratantes dizerem: “preciso de devs, mas está impossível!”. A batalhe existe e a gente está nela.


O dev dos sonhos tem que virar realidade. Às vezes e muitas vezes, é só um papo. Uma abordagem simples, sem intenções. Sem ATS. Sem impacto comercial. Sem venda. Um conteúdo simples, sem holofotes. Uma pessoa que já sabe o que dizer, sabe onde eles estão, o que os acolhe.

Gente que escuta.


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Renata Tedesco é Sócia e Managing Director da Huntz

Premiada Personalidade de RH pela ABRH/PR. Já recrutou para marcas como Google e Apple e trabalhou na IBM, Korn Ferry e iFood.


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